quinta-feira, 19 de agosto de 2010


Vão te julgar quando você escutar o som do carro alto.
Vão te julgar quando enquanto todos estiverem apressados e desesperados você está calmo.
Vão te julgar quando sua camisa preferida não está na moda.
Vão te julgar quando o som que você curte não está na TV.
Vão te julgar quando seu cabelo e barba estiverem tão grandes que sua cara fique pequena.
Vão te julgar enquanto você quiser ser diferente de tudo que já foi visto, só porque você quer ser único.
Vão te julgar até você se cansar.
Mas eu não ficaria tão preocupado,
pois você é o único que pode constatar.

Porque não há ninguém que te conheça tão bem quanto você mesmo.
Você pode até não saber o que quer ser,
mas deve ter idéia do que não quer.
Você não quer ser pobre, não quer ser feio, não quer ser burro e quer tudo às suas mãos.
É isso que nos vendem.
Sem explicar que os bilionários passaram mais tempo da vida trabalhando do que se divertindo. Ou pior, que o trabalho era sua diversão.
Sem explicar que as pessoas mais bonitas têm mais dificuldade de ver beleza ao redor delas.
Sem explicar que os mais sábios são os que mais sofrem, simplesmente porque sabem demais.
E apesar de quanto menos termos, mais querermos, quanto mais temos algo, menos valor esse algo passa a ter.


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